
Acontece que muito.
Vista por muitos como papo de livro de autoajuda, palavrinha da moda dos coach ou positividade tóxica, ela acaba sendo descartada antes mesmo de ser vivenciada. A gratidão já foi muito mal compreendida.
Você está num dia difícil. As ideias não vêm. O projeto empaca. A cabeça parece cheia e vazia ao mesmo tempo. E a tendência é ir direto pro piloto automático: se cobrar, se comparar, tentar produzir na marra, assumir derrota, se colocar pra baixo.
Nesse momento — e justamente nesse momento — parar para perceber tudo que se tem pra agradecer pode parecer absurdo. Mas talvez seja exatamente isso que falta pra virar a chave.
Na real, a verdadeira gratidão mora na simplicidade da percepção: o café quentinho, a mensagem inesperada, a luz da manhã, a possibilidade de um home-office, um teto, um copo de água limpa, a pequena vitória.
Ela não tem nada de misteriosa ou complexa — nada desses papos que vendem por aí. Quando reconhecemos essas aparentemente “pequenas” âncoras, damos ao cérebro um lembrete de que há chão sob os pés.
E é aí que o ato criativo renasce.
Agradecer reduz o ruído mental. Reposiciona o foco. Reorganiza o olhar. É uma pausa produtiva — mesmo que não pareça.
Pare por dois minutos.
Respire fundo.
Escreva três coisas simples pelas quais você sente a temida e evitada palavrinha que representa o grandioso gesto: gratidão.
Pode ser o ponto de partida para desbloquear não só sua criatividade, mas também sua presença.
É impossível apreciar o que se quer conquistar ou criar sem antes saber apreciar de verdade o que já foi conquistado e criado.
Eu te garanto. Eu já estive nesse lugar.
Se quiser aprofundar essa ideia, a edição completa da Newsletter Blumerangue está aqui para isso. Leia aqui!